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Tradicional muito além dos Champanhes

Apesar da referência absoluta de Champagne, os espumantes feitos pelo método tradicional alcançam qualidade entusiasmante em diversas regiões vitícolas do mundo

O mundo das borbulhas é cativante e possibilita estilos e sabores surpreendentes. Poucos métodos direcionam toda a produção dos espumantes, porém não os tornam parecidos: a região, as uvas, o tempo de amadurecimento e a expertise do enólogo ditam as peculiaridades, associadas às regras da legislação.

Método Tradicional

Nomeado Champenoise em Champagne, cuja segunda fermentação ocorre nas garrafas, com a adição do licor de tirage (mistura, basicamente, de leveduras e açúcar) ao vinho-base – para a tomada de espuma. Após essa etapa, ocorre uma jornada até o produto sair da vinícola, como por exemplo o amadurecimento, a remuage (direciona as borras para o gargalo); o dégorgement (retirada das borras congeladas) e a adição do licor de expedição que pode conter açúcar e que, muitas vezes, a receita é um segredo.

Além do champagne, os crémants são outros exemplares franceses, com oito regiões autorizadas no país e uma em Luxemburgo. Ali ao lado, na Itália, o espumante Franciacorta – da Lombardia – também é elaborado pelo método tradicional. A Alemanha inovou e o VDP (organização de produtores), pela primeira vez, classificou os espumantes – conhecidos como sekts. Gutssekt, Ortssekt, Erste Lage e Grosse Lage são as novas classificações e devem ser elaborados pelo Método Tradicional. Bem como na Espanha, os cavas são produzidos nas regiões autorizadas por esse método. Um país que vem surpreendendo, por outro lado, é a Inglaterra com seus espumantes, que, muitas vezes, estão sendo comparados aos champagnes. Isso por causa da alta concentração de calcário no solo, assim como ocorre na nobre região francesa.

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Ao descer para o Hemisfério Sul, merecem destaque dentre tantos, as bebidas com borbulhas da terra de Mandela, que recebem a classificação Cap Classique quando elaboradas pelo tradicional.

Lá do outro lado do mundo, na Tasmânia (Austrália), o clima frio favorece a produção dessas bebidas. Sendo que é a região do país que mais se destaca na elaboração dos espumantes. Chardonnay e Pinot Noir são as estrelas.

E o Brasil?

Os nossos brilham tanto aqui quanto lá fora. O Vale dos Vinhedos ostenta a D.O. para espumantes elaborados com a segunda fermentação em garrafa, nas classificações nature, extra brut ou brut.

Há a lenda de que a bebida foi descoberta por acaso com a parada da fermentação durante o inverno e a retomada quando as temperaturas subiam. Entre lendas e verdades, ficamos com o prazer de conhecer as diferentes facetas dos espumantes.

Indicação do mês

Pizzato Brut Rosé Tradicional D.O.V.V.

  • Pizzato
  • Vale dos Vinhedos, RS, Brasil
  • R$ 80

Belo exemplo de um espumante rosé brasileiro. É elaborado pelo Método Tradicional e certificado com a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, sendo que o blend utilizado foi de 80% Pinot Noir e 20% Chardonnay, com amadurecimento sobre as borras durante, no mínimo, nove meses. Como resultado, temos um espumante complexo, com as notas de frutas vermelhas bem integradas com as nuances de pão, além de paladar cremoso, com acidez na medida.

 

 

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