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Trabalho Artesanal

Quando o assunto é sustentabilidade e práticas orgânicas, a Chandon trabalha com várias frentes para alcançar os objetivos

Por Philippe Mével

A preocupação da Chandon com o meio ambiente, com práticas sustentáveis e o futuro da vinha é uma constante. Trabalhamos com várias frentes na vinícola, para alcançar esses objetivos. Por exemplo:

Philippe Mével | Foto: Divulgação

 

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• Uso de garrafas 750 ml semileves desde o ano de 2000 (com tipicamente 125 g de vidro a menos, equivalentes a 309 toneladas de vidro sobre o total de garrafas vendidas em 2021).
• Valorização dos resíduos sólidos gerados pela nossa atividade por reciclagem, reúso e fonte de energia atingindo uma taxa de 99,21% em 2021.
• Ecoconcepção das embalagens: nossos cartuchos e caixas de embarque são fabricados com papelão oriundo de madeira extraída de florestas com manejo sustentável, de acordo com padrões internacionalmente reconhecidos (FSC) por um fornecedor que, a sua vez, possui o selo “carbono neutro”.

Além disso, as práticas sustentáveis ajudam o vinhedo a estimular suas defesas naturais, o que se reverte em uma redução no uso de defensivos; aumentam a biodiversidade tanto na flora como na fauna, favorecendo a vida e a saúde do solo, que ganha dessa forma mais fertilidade; melhora a porosidade do solo, promovendo uma melhor drenagem e mais retenção de água; tende a elevar o teor de matéria orgânica do solo, que, dessa forma, sequestra o gás carbônico, um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.

Foto: Divulgação

Com relação ao aquecimento, observamos que, nos últimos dez ou 15 anos, temperaturas mais altas durante a colheita nos obrigam a nos adaptar para manter os padrões de qualidade.
Basicamente, temos de lidar com altas temperaturas, que podem afetar as qualidades organolépticas das uvas e, consequentemente, dos espumantes elaborados a partir delas. Tentamos superar essas dificuldades, incentivando, tanto em vinhedos próprios, bem como em vinhedos de nossos viticultores parceiros, a colheita das uvas nas horas mais frescas do dia (tipicamente, cedo pela manhã até o meio-dia) e montando uma logística eficaz que encurte o tempo entre a colheita e a prensagem das uvas, idealmente menos de 12 horas. Acompanhamos com precisão a curva de maturação das uvas para não nos deixar surpreender pela eventual aceleração dessa fase, que levaria a uma perda significativa de acidez e a um teor de açúcar acima do desejado, situação que prejudicaria o frescor, a leveza e a delicadeza aromática que tanto almejamos para garantir a qualidade de nossos espumantes.
Para os próximos anos, vamos continuar acompanhando e tentando mais bem avaliar o impacto dessas mudanças. É bem provável que seremos levados a trabalhar com novas variedades mais adaptadas a essas condições mais quentes, ou procurar regiões em que o calor seja mais ameno. Estamos atentos e já fazendo experimentos.

O enólogo Philippe Mével é francês e está no Brasil há 30 anos

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